Tag Archive for 'pai'

Coisas de Pai e Filho – Porque eu tenho que ir pra escola todo dia se é tudo igual?

Há um mês voltei a morar na mesma cidade que meu filho depois de um ano morando longe. E nessa nova rotina começo a perceber que é só no dia a dia que percebemos o quão interessantes e fascinantes podem ser as crianças.

Vou tentar começar hoje uma série de posts para quando surgirem situações engraçadas, perguntas complicadas ou o que eu achar interessante que aconteça entre eu e o João Marcelo.

Bem, hoje no caminho da escola ele me fez uma pergunta, como toda criança na fase dos cinco anos de idade ele mostrou a capacidade que elas possuem de fazerem as perguntas mais simples porém que exigem as respostas mais complexas. A pergunta foi: Pai, por que eu tenho que ir pra escola se todo dia é igual lá?
Daqui a pouco eu irei escrer qual foi minha resposta, mas essa questão me fez pensar não só na escola, mas no trabalho também, ou seja, nas nossas profissões. Ontem eu li um artigo do Gustavo Cerbasi comentando o real motivo do trabalho, esse artigo é muito bom e faz um balanço entre o tempo gasto em nosso ambiente profissional e na nossa vida social. Particularmente eu sempre fui um defensor de que essa balança precisa estar sempre equilibrada, de nada adianta ganharmos rios de dinheiro se não tivermos tempo para aproveitar, e de nada adianta termos tempo de sobra se não tivermos dinheiro para aproveitar esse tempo, então o segredo é EQUILÍBRIO.
Sou adepto da filosofia de que não quero ser o cadáver mais rico do cemitério, então é óbvio que trabalhar é bom, mas ele só é bom pois nos permite aproveitar os momentos em que não estamos trabalhando. Parece um paradoxo mas não é, como no artigo do Gustavo pense que o trabalho é uma relação onde você vende o seu tempo, então outro segredo é: vender o tempo a um preço justo.

Mas afinal qual foi minha resposta?

Comecei dizendo que todos temos família, pais, irmãos, tios, filhos, namorada ou namorado e que o tempo que passamos com essas pessoas é muito importante, mas que muitas vezes durante esse tempo iremos gastar dinheiro, seja em um jantar, no cinema, num churrasco, num happy hour e várias outras situações e o que nos permite ter dinheiro é o trabalho (não me preocupei em explicar sobre pessoas que ganham na mega-sena, ou nascem ricas, etc…rsrs), e que estudar o máximo possível é que vai permitir a ele escolher no que trabalhar e que ele pode até escolher algo que ele adore.
Não sei se isso foi bem assimilado por ele ou então eu esteja subestimando a capacidade das crianças entederem o que dizemos, mas acho que foi uma boa explicação, senão a melhor também não a pior.

Livro – Opinião: Coração de Pai

No final de Outubro meu filho faz aniversário e infelizmente esse ano eu não pude estar ao lado dele no dia em que completou cinco anos. Primeiro aniversário longe e para piorar a situação ele teve pneumonia.

Obviamente foram dias muito complicados para mim. E foi comm com esse sentimento de saudade que ao ir em uma livraria eu resolvi comprar dois livros que falam da relação entre pai e filho além de um filme com o mesmo tema.

Os livros são: Coração de Pai de José Ruy Gandra e O Filho Eterno de Cristóvão Tezza, e o filme é Os Garotos Estão de Volta.

Ver o filme foi triste e emocionante pois trata de uma adaptação de história real vivida pelo jornalista Simon Carr. Um repórter inglês que morava na Austrália quando perdeu a segunda esposa e o filho tinha tinha poucos anos de vida. Além de se ver em uma situação onde agora tinha que tomar conta de um garotinho sozinho, seu filho pré-adolescente que morava com a mãe (primeira esposa) na Inglaterra resolve vir morar com ele. Achei o filme excelente, até por ser baseado em fatos reais. Chorei, não nego, me emocionei de fato.

Mas o post é para falar de Coração de Pai do Zé Ruy Gandra. Esse livro eu encontrei ao entrar nos sites de revistas sobre pais e filhos como Crescer por exemplo.

Li o livro muito rápido pois ele é uma junção de várias histórias de Zé com seu filho mais novo, nas fases criança e pré-adolescente, filho esse fruto do segundo casamento e o mais velho, nas fases adolescente e adulto. O livro trata de forma simples e emocionante os aspectos relacionados a criação dos filhos e é tocante até mesmo por tratar de algo extremamente atual que é a relação de um pai separado com seu filho. Me emocionei e chorei em algumas histórias, mas principalmente ri bastante pois o autor trata com leveza de vários temas que são de muito interesse para os pais. Não é um aprofundamento da relação entre pai e filhos, pelo contrário, como dito anteriormente é uma leitura leve, mas tocante! Adorei o livro e pretendo reler outras vezes.

Uma das histórias fala sobre o que esperar da vida quando os filhos crescem, e acho que nesse ponto a citação de Zé Ruy é perfeita, ele diz:

‘Hoje encontro conforto nos versos do poeta libanês Kahlil Gibran, que sintetizou primorosamente a inutilidade das expectativas paternas:
“Você podem abrigar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos…”‘.

É isso.