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Voltei

Bom, nos últimos dois meses (na verdade bem antes) vinha sendo complicado postar coisas novas pois desde minha volta de Belém para Curitiba comecei a procurar emprego, e após um tempo aqui acabei sendo chamado no concurso da Celepar que fiz em 2009 então houve um tempo de adaptação ao novo emprego, treinamento e mudança para uma nova casa, coisas que acabaram me impossibilitando de colocar novos posts no blog (e uma certa dose de preguiça também eu confesso).

Agora com as coisas mais ou menos ajeitadas eu revi alguns objetivos para o ano e decidi iniciar efetivamente alguns deles. Destacando que decidi estudar valendo para concursos (bem, não tão valendo assim pois decidi que não vou sacrificar momentos da minha vida pessoa, isso inclui, ir a bares, passar tempo com as pessoas que gosto e tudo mais), além de iniciar efetivamente também os estudos para a nova certificação que pretendo tirar: OCWCD (Web Component Developer). Vou tentar assim como vários outros blogs ir colocando posts a respeitos dos meus estudos para essa certificação, e porque não até posts sobre meus estudos para concursos.

Em relação a estratégia, como ainda não tenho um concurso exato em mente (quero tentar preferencialmente os tribunais) então montei um cronograma com matérias “genéricas”, destacando: português, direito administrativo (focado na lei 8112), direito constitucional, raciocínio lógico e matérias ligadas a minha área, TI. Em termos de estratégia ainda, não defini horas exatas para estudar por dia, o que eu vou tentar é maximizar as horas de estudo, ou seja, mesmo que em um dia não consiga estudar, no dia em que puder tentarei estudar ao máximo. Enfim, as minhas humnildes estratégias de estudo posso tentar compartilhar em outro momento. Até agora estou no meu quarto emprego público, apesar de todos os cargos serem de categoria I ou II, ou seja, baixos e médios então acho que pode ser interessante para quem quiser saber mais (alguém lê isso aqui afinal? rs).

Já em relação a OCWCD eu li em vários posts por aí que o importante é: SEJA UM CONTAINER. Ou seja, pensar como um container para entender o trabalho dele com os servlets, jsp’s e todas tecnologias envolvidas no desenvolvimento web. Aqui pode caber uma pergunta: mas porque tirar uma certificação se hoje em dia praticamente tudo é feito usando frameworks que abstraem isso?
Sinceramente, a resposta é: não sei. Eu tenho meus motivos, quero aprender o que acontece por baixo dos panos no desenvolvimento web, e também aumentar meu nível de empregabilidade, o que pode parecer um paradoxo, já que também irei investir tempo em estudos para concursos, mas se tem algo que sei é que nunca sabemos o dia de amanhã. Eu não me imaginava voltando para Curitiba, e eis que cá estou. Além do mais, conhecimento nunca é demais! É isso, vamos ver no que vai dar! Aguardem cenas dos próximos capítulos!

Rotina

Seis e meia da manhã
Acordar, tomar um banho e se preparar
Pão, café, leite e uma maçã
Mas antes é preciso a roupa passar

Pegar o ônibus não é problema
Afinal o ponto é perto de casa
Descer sim é a maior encrenca
Pois da parada desapercebido ele passa

Entrar no prédio, colocar o crachá
Entrar no elevador e distribuir vários bom dias
Fazer cara de paisagem enquanto espera ele parar
Assim começa mais um dia de uma bela rotina

Que tempo bom que não volta nunca mais

Através de simples coisas essa semana me trouxe lembranças da minha infância.
Particularmente duas coisas na verdade: doce de abóbora em forma de coração (quem mora em Curitiba sabe do que estou falando, porque procurei esse doce em Belém e não achei) e bolacha champanhe.
O doce pois eu sempre comprava na mercearia próximo de casa, quando ainda era seguro um garoto de 7, 8 anos sair sozinho na rua para poder fazer as compras diárias para sua mãe. A lista nunca variava muito: alface, leite, pão e 1 kg de alguma carne, e com o troco eu podia comprar algum doce, e em geral sempre escolhia esse de abóbora. Esse doce me fascina e me causa uma nostalgia gostosa até hoje, e quando volto para casa dos meus pais para uma visita minha mãe sempre faz questão de preparar esse doce para mim, não é como o aquele em forma de coração mas é tão gostoso quanto, ou até mais.
Já a bolacha champanhe eu sempre comia na casa de uma vizinha, quando passava a tarde brincando com os filhos dela sempre era preparado um café ou um suco e então comíamos essas bolachas no lanche da tarde, ótimas lembranças também.
Tudo isso me faz pensar na infância que eu tive. Morei eu um condomínio pequeno num bairro distante do centro de Curitiba (bairro Boqueirão, que aliás é meu apelido e dá nome a esse site).
Eram 12 sobrados neste conjunto, o que fazia com que a proximidade entre os vizinhos fosse bem grande para os padrões curitibanos, lá parecíamos uma grande família. Havia alegria, tristeza, fofoca, as crianças brincavam como se fossem primos.
Eu lembro é claro de muitos momentos, como das brincadeiras no “parquinho” que na verdade era um espaço com um monte de areia, mas que ganhou uma casa de de madeira cheia de brinquedos após alguns anos, casinha que foi feita pelo Tio Pedro. Nessa “casa” fazíamos festinhas, brincávamos e davámos muita risada!
Jogamos muita bola nesse parquinho, e sempre que ela caia nas casas da vizinhança era uma luta para pegar de volta. Foi lá que aprendi a pular muros e peguei meus primeiros furos com prego no pé, além de algumas cicatrizes.
Brincadeiras como “bets”, pega-pega, pique-esconde, futebol, morto-vivo e caçador eram comuns nessa época. A rotina não mudava muito: escola pela manhã, algumas tarefas de casa pela tarde e depois futebol, skate, bicicleta (sempre fui mais da turma da bicicleta) e outras brincadeiras como as que citei anteriormente.
A noite era momento de esperar pelo pai que sempre trazia um doce, bombom, ou algo assim. Algumas vezes inclusive o doce de abóbora em forma de coração, depois jantar e então cama para depois recomeçar tudo de novo.
Tempo bom, onde as únicas preocupações eram as notas no colégio e se tinha alguma criança disponível no condomínio para brincar!
Quando penso nisso tudo, penso na loucura que já nascem as crianças de hoje, no meu filho. Que tipo de memórias ele vai ter quando crescer? Serão as da época dele com certeza, mas será que serão tão boas, serão melhores? Não sei, talvez sejam para ele, talvez não. Cada geração tem suas particularidades e seus momentos, a minha com certeza foi uma geração abençoada. É como diz a canção: Que Saudade do meu tempo de criança Quando eu ainda era pura esperança. Que tempo bom Que não volta nunca mais!

Profissão: Barbeiro

Acredito que este post possa parecer um tanto “gay”, mas enfim, é pra isso que serve um blog afinal não é!?

Bem, hoje eu fui cortar o cabelo em um salão aqui em Belém. Não me recordo se em Curitiba já existem salões assim, mas basicamente este em que fui hoje é um enorme salão onde você chega, paga o corte, pega uma ficha, espera um cabeleireiro(a) disponível, senta, corta e vai embora, tudo de forma muito rápida e automática, mas enfim, o curioso é que no meio do corte comecei a me lembrar da minha infância.
Naquela época pelo menos em um sábado do mês meu pai levava eu e meus dois irmãos para cortar o cabelo, nós andavamos uma distãncia relativamente grande até o Fachini (nome do salão), o local era pequeno, cabia umas 4 pessoas sentadas e geralmente eram três barbeiros atendendo, eles faziam como o próprio nome sugere barba e cabelo, não consigo lembrar de quantas vezes fomos cortar o cabelo, mas lembro que foram muitas, cortávamos sempre no mesmo estilo, durante um tempo o corte era “baixinho”, ou seja, um corte curto e reto de toda a capilança, e quando eu e meu irmão mais velho entramos no Colégio da PM o corte passou ao estilo militar, raspdando com a máquina 2 dos lados e cortando bem curto em cima, sem fazer o “pé” claro. Era sempre muito legal, porque era algo mais pessoal, os barbeiros conheciam os clientes, conversavam com eles sobre tudo: futebol, política, religião, assuntos gerais e claro, mulheres! Depois disso íamos para casa felizes com o corte novo, algumas vezes comprando alguma besteira no caminho de volta. Em nenhuma, repito, em nenhuma vez vi alguma mulher cortar o cabelo lá, as mulheres só entravam na verdade para levar o filho para cortar o cabelo, embora na grande maioria das vezes fossem os pais que faziam esse “serviço”. Cortamos o cabelo lá por uns 15 anos, imaginem quantos cortes foram, e a pergunta que me faço é: será que ainda existem lugares assim? Será que a profissão “barbeiro” ainda existe?

Genious

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