Hábito da Leitura

Esse post foi motivado por um trabalho no Curso de Ciências Sociais na UFPA que estou fazendo. O solicitado pela professora foi: “Faça um texto da sua relação com a leitura e os livros”. Sendo assim segue abaixo o meu texto:

Quando eu era criança, bem criança mesmo, na fase pós-alfabetização tinha muitos colegas que liam, e a maioria deles lia clássicos infanto-juvenis, principalmente da Série Vagalume, como O Escaravelho do Diabo, O Mistério do Cinco Estrelas, O Rapto do Garoto de Ouro, entre outros.
Comecei então a ler os livros da série, mas eu os lia muito rápido, o que foi fazendo com que emprestasse da Biblioteca dos Colégios por onde passei novos livros sempre que podia.
Além disso, outro fato importante na criação do meu hábito de leitura foram meus pais. Sempre via minha mãe lendo livros, em sua maioria romances, e meu pai fazendo muitas cartilhas de palavras cruzadas e lendo vorazmente vários livros, e isso despertava em mim a curiosidade sobre o motivo dele gostar tanto desses dois hobbys. Comecei então a tentar fazer as tais palavras cruzadas, e como eram muito difíceis, eu percebi que precisava aumentar meu repertório de conhecimento, precisava então obviamente ler mais.
Comecei a ler os livros que ele comprava, que em sua maioria eram livros de terror e suspense, de autores como Stephen King, Agatha Christie, Conan Doyle, entre outros. Os livros não eram difíceis, pois eu já possuía o hábito da leitura, porém eram densos, o que me encantava, principalmente os que possuíam finais surpreendentes.
Um outro fato bem importante é que por viver uma vida em geral bem pacata e sem muitas coisas interessantes eu acabava por “escapar” em meio aos livros e suas histórias fascinantes. Mas o ponto que eu considero bem crucial na criação do hábito e na paixão pela leitura foi quando descobri o livro O Homem que Calculava de Malba Tahan. Este exemplar fez com que eu me apaixonasse perdidamente por livros. Lembro de lê-lo em poucos dias e não queria fazer praticamente mais nada até terminá-lo. A partir daquele ponto, comecei a ler praticamente todos os livros que haviam em casa, e continuei a emprestar vários outros nas Bibliotecas dos Colégios que estudava. E até hoje mantenho o hábito da leitura. Desde que comecei o curso de Ciências Sociais na UFPA não tenho tido muito tempo para leitura recreativa pois em geral temos as obras indicadas pelos professores que nos tomam muito tempo, mas mesmo essas obras têm sido muito interessantes e prazerosas.
Acredito ser importante citar que tanto ao ver colegas quando era criança, ou observar meus pais lendo, talvez isso tenha sido o catalisador que despertou a minha curiosidade e vontade de ler. E após descobrir esse “mundo novo” não parei mais. Tanto meus colegas como meus pais serviram então de exemplos. Esse fato é importante de ser citado pois é justamente isso que eu e a mãe do meu filho tentamos fazer com ele: sermos exemplos e incentivarmos assim nele o hábito da leitura. Desde que ele era um bebê já comprávamos livros de borracha para a hora do banho e pequenos livros para serem lidos quando ninávamos ele. Ao longo do tempo novos livros foram sendo inseridos na rotina, como pequenas histórias em um só livro, e volumes maiores, e hoje nosso filho adora ler. Por enquanto a leitura dele está em um universo de mangás, leituras de ficção como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Hobbit, Diário de Um Banana, Minecraft entre outros, mas o importante é que ele leia, que as crianças leiam, pois só assim teremos uma geração melhor preparada para toda essa Era da Informação, onde temos muitas informações e quase nenhum filtro, onde é fácil ler a manchete de uma notícia e compartilhar sem ao menos ler o conteúdo.

Emoções

Já há alguns meses faço terapia e trato uma depressão com medicamentos. O problema da grande maioria dos medicamentos (pelo menos os que tomei até o momento) é que eles tiram a capacidade de sentirmos emoção. Minha terapeuta faz uma analogia interessante: é como se esses medicamentos agissem como um air bag no campo sentimental/emotivo. Dessa forma, para uma pessoa como eu, que sempre fui muito emotivo, que se emociona vendo filmes, ouvindo músicas, ou até mesmo vendo cenas do cotidiano isso foi de certa forma ruim. Embora por outro lado, devido a depressão, tenha sido uma ótima forma de lidar com o que vinha acontecendo.
Uma maneira de demonstrar como o remédio age diz respeito a todas as vezes que me despedia do meu filho (infelizmente não moro na mesma cidade que ele, sendo assim só o vejo de tempos em tempos). Sempre que nos despedíamos eu chorava muito e ficava extremamente triste, porém em minha última viagem, após passar por volta de 20 dias com ele, não consegui sentir tanta emoção. Chorei, é verdade, mas nada comparado ao que já havia chorado em ocasiões anteriores. Quando isso aconteceu fiquei um pouco preocupado, pois eu gosto de sentir emoções, faz parte de mim e é o que eu sou. Talvez essa falta de capacidade de sentir emoções tenha feito eu cometer alguns erros nos últimos meses, tanto em minha vida quanto aos que estão a minha volta, ou talvez não, nunca saberei. Mas eu sei que isso vai ser assim por um período, enquanto durar o tratamento, que eu espero não seja tão longo, ou que pode me acompanhar pela vida, e então terei que aprender a lidar com isso.
De qualquer forma dias atrás eu assisti um filme chamado Lion, que inclusive concorreu ao Oscar de Melhor Filme agora em 2017. Esse filme me fez sentir novamente uma onda de emoções que não sentia há muito tempo. Pode ser que pelo tema, que envolve a separação de um filho de sua família, ou porque o filme é realmente bonito, mas ao final eu me percebi chorando muito, me vi sentindo uma emoção, como já dito, que não sentia há tempos. Os remédios ajudam muito ao controlar nossos sentimentos, mas não quero ser um robô, ou uma pessoa insensível, pois este não sou eu e nem quem eu quero ser daqui pra frente. Eu espero que esse episódio possa se repetir, pois já é difícil lidar com uma doença silenciosa, que muitas pessoas pensam que é frescura, ou algo “simples”, “banal”, então se for possível passar por isso ou conviver com isso, que seja da forma mais humana.

Uma palavra sobre a depressão

Texto feito pelo cantor Darren Hayes. Mais conhecido por ter sido cantor do grupo Savage Garden.
Traduzido livremente por mim, então dessa forma, desculpas antecipadas pelos erros que possam existir.

Uma palavra sobre a depressão.

Uma das coisas mais desafiadoras sobre minha depressão está em fingir que eu não a tenho. É muito cansativo.
Por eu ser muito claro sobre o tratamento dessa doença mental, às vezes isso faz eu me sentir meio paranóico (quanta ironia) que as pessoas estejam sempre preocupadas comigo ou pior, assumindo que todo o meu comportamento é o resultado da depressão.
Quer dizer, sinto uma pressão enorme em estar sempre “pra cima” e responder “Estou bem!” Quando as pessoas que me amam, me perguntam como estou.
Isso significa que, se eu perder a calma, ficar chateado ou me sentir inseguro, meus sentimentos são diminuídos ou invalidados por causa da minha “doença”.
A verdade é que, as pessoas que me amam, se preocupam profundamente comigo. Eles provavelmente não acham qualquer uma dessas coisas. Eles vêm até mim e perguntam como estou, porque eles realmente se importam.
Quando tudo fica difícil é quando eu quero me esconder do mundo, pois eu não quero ter que mentir. Às vezes é porque eu não tenho a energia mental para sorrir ou dizer a pessoa que está perguntando, que, na verdade, eu me sinto incrivelmente triste. Às vezes, sinto que a energia necessária para sair da cama, ir para fora e pegar uma xícara de café é como se fosse dar uma palestra para dez mil pessoas. O tempo todo em que eu ando por aí, fingindo estar feliz, à vontade, é um desempenho feito para distrair qualquer um de ver o quão incrivelmente escuro eu me sinto por dentro.
Eu adoro cantar, atuar e especialmente nesse momento, atuar em comédia e esquetes cômicas porque isso me faz rir. E faz outras pessoas rirem.
Quando entro em uma loja e faço o caixa sorrir, isso me faz sorrir por dentro. De alguma forma, durante a minha caminhada ao longo do dia, a alegria que eu tento trazer para fora em outros recaia sobre mim também.
A melhor maneira que tenho para descrever a minha depressão é como um terror venenoso. É uma sensação no meu estômago registrada desde o momento em que eu acordo.
Meu primeiro pensamento, na maioria dos dias é de que algo está errado. É uma sensação simultânea de medo e tristeza. Não há lógica para explicá-lo, raramente existe uma experiência para justificá-lo, é apenas uma sensação inconfundível de que ele está lá. Estou em estado de alerta à espera do alçapão, da má notícia, de que algo ruim vai acontecer.
Esse pensamento é reduzido gradualmente durante o dia, as pessoas que me amam, especialmente meu marido Richard, são suaves e não me julgam sobre ele. Não nos concentramos nele, não amenizamos e nem tentamos expulsá-lo. Afinal, não é como se alguém pudesse dizer: “O que está preocupando você?”, porque a verdade é que não é nada específico. O sentimento avassalador é apenas de uma incrível tristeza e uma sensação de iminente más notícias. É como se, ao longo de cada dia, em cada passo, eu gradualmente começasse a confiar que tudo está ok. Pela tarde e à noite, está.
Eu amo a noite, é o tempo que eu sinto que o mundo para e minha depressão diminui gradualmente à medida que eu fico cansado, o sentimento então me bate no ombro e diz: “te vejo pela manhã”.
Muitas pessoas têm descrito a depressão de forma poética. Gosto muito da descrição de Winston Churchill de que a depressão é “o cão preto” (cão de guarda). Sempre ao seu lado. Fiel até o fim. Às vezes ele está melhor, às vezes pior. Eu aceitei que a minha condição é crônica, hereditária e algo que eu tenho que gerenciar. Meu psiquiatra descreveu como uma maré do oceano. Isso me ajuda, porque mesmo que uma maré seja constante, ela tem altos e baixos. E eu estimo os refluxos, balanços.
O sentimento de culpa que vem com a depressão é o impacto que ela tem sobre as pessoas em minha vida. Amigos que nunca parecem ser capazes de sair comigo. Eu procuro desculpas, evito festas, me escondo. Para meu marido, especialmente, eu me sinto triste por causa da carga que é colocada sobre ele. Quando você ama alguém e você não pode curá-lo é incrivelmente difícil. Você quer tomar um tiro por eles, mas você não pode. Ele tem uma maneira de me fazer sentir tão especial – ele aprecia minha menta complexa e está sempre presente para melhor ou para pior.
Ele me faz ver que a incrível gama de sentimentos que eu experimento muitas vezes é uma bênção. Os períodos que estou para baixo são devastadores, mas os intoxicantes períodos que estou para cima resultam no artista que sou hoje. Não apenas escrevendo uma música, ou fazendo um vídeo ou gravando um podcast. Mas eu sou a pessoa no meu grupo de amigos que pode levantar a todos. No palco, com o meu público e com meus entes queridos, para mim é impossível estar perto de você e não querer trazê-lo para o céu. O fato de que eu posso ser assim para muitas pessoas é uma honra.
Então, se você conhece alguém que sofre de ansiedade ou depressão, por favor, saiba que quando ele não quer te ver, ou não o procura, tanto quanto você gostaria, não é nada pessoal.
Se eles forem como eu, estão recarregando seus super-poderes, aumentando sua energia para ser a pessoa que eles pensam que você ama, mesmo que você o ame de qualquer maneira e em todas as formas do jeito que ele é.
Obrigado por aceitar tudo de mim.
Eu te amo.
Darren Hayes
@DarrenHayes

Banco de dados HSQLDB com JBoss AS 5.1GA e Hibernate

Iniciei o estudo do framework Jboss Seam recentemente e tive alguns problemas no uso do HSQLDB na aplicação. Na verdade no uso do Datasource dentro do Jboss AS.

Dessa forma caso alguém tenha algum problema colocarei abaixo como está a infraestrutura e como configurei o arquivo de datasource no Jboss:

– Jboss AS 5.1.0 GA
– Jboss Seam 2.0.2 CR1
– JSF 1.2

Na aplicação o arquivo hibernate.cfg.xml está assim:

<!DOCTYPE hibernate-configuration PUBLIC
	"-//Hibernate/Hibernate Configuration DTD 3.0//EN"
	"http://hibernate.sourceforge.net/hibernate-configuration-3.0.dtd">

<hibernate-configuration>
    <session-factory>
        <property name="show_sql">false</property>
        <property name="connection.datasource">java:/SeamTestDS</property>
        <property name="hbm2ddl.auto">create-drop</property>
        <property name="cache.provider_class">org.hibernate.cache.HashtableCacheProvider</property>
        <property name="transaction.flush_before_completion">true</property>
        <property name="transaction.factory_class">org.hibernate.transaction.JDBCTransactionFactory</property>
    </session-factory>
</hibernate-configuration>

No diretório do Jboss, criei um arquivo xml com o nome da aplicação (SeamTest) que será o datasource usado pela app:

Arquivo “seamtest-ds.xml”:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<datasources>
   <local-tx-datasource>
      <jndi-name>SeamTestDS</jndi-name>
	  <connection-url>jdbc:hsqldb:.</connection-url>
      <driver-class>org.hsqldb.jdbcDriver</driver-class>
      <user-name>sa</user-name>
      <password></password>
      <min-pool-size>5</min-pool-size>
      <max-pool-size>20</max-pool-size>
      <idle-timeout-minutes>0</idle-timeout-minutes>
      <track-statements/>
      <prepared-statement-cache-size>32</prepared-statement-cache-size>
      <metadata>
         <type-mapping>Hypersonic SQL</type-mapping>
      </metadata>
	  <depends>jboss:service=Hypersonic,database=SeamTestDB</depends>
   </local-tx-datasource>
   <mbean code="org.jboss.jdbc.HypersonicDatabase" 
     name="jboss:service=Hypersonic,database=SeamTestDB">
     <attribute name="Database">SeamTestDB</attribute>
     <attribute name="InProcessMode">true</attribute>
   </mbean>
 </datasources>

Dessa forma a app consegue “enxergar” o datasource e funcionar sem problemas.

Em um post próximo devo publicar como fiz a aplicação.

É isso!

com.sun.faces.config.ConfigurationException: CONFIGURATION FAILED! Application was not properly initialized at startup, could not find Factory: javax.faces.context.ExceptionHandlerFactory

O título do post é grande mas preferi deixar ele assim mesmo por ser autoexplicativo.

Ao tentar rodar uma aplicação no JBoss 5.1 usando JSF 2.0 obtive o erro do título:

com.sun.faces.config.ConfigurationException: CONFIGURATION FAILED! Application was not properly initialized at startup, could not find Factory: javax.faces.context.ExceptionHandlerFactory

Esse erro aconteceu mesmo com as libs “jsf-api-2.0.4-b09.jar” e “jsf-impl-2.0.4-b09.jar” na pasta WEB-INF/lib. A solução eu encontrei nesse link:

https://community.jboss.org/wiki/UpgradeJBossASToJSF2

Basicamente só é preciso entrar na pasta do servidor e copiar o arquivo jboss-faces.jar para a pasta lib do projeto.

No meu caso a pasta do servidor é: C:\java\jboss-5.1.0.GA\server\default\deploy\jbossweb.sar\jsf-libs

É isso.